P2P Sofre Cada Vez Mais com Organizações Antipirataria

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P2P para quem ainda não sabe significa Peer To Peer (Ponto a Ponto): http://pt.wikipedia.org/wiki/P2P

Através de P2P é possível compartilhar arquivos.

Os Emules e seus derivados já vinham sofrendo como conteúdos falsos.

É sempre foi claro que as empresas proprietárias de softwares, filmes e músicas são as que mais colocam conteúdo falso.

Saiba que nesse tipo de P2P há muito vírus.

O torrent que também é um tipo de P2P surgiu como uma alternativa, pois você normalmente tem que participar de um grupo torrent (comunidade) onde da mesma forma que você baixa, você deve deixar os outros baixarem. Para ter acesso as boas comunidades só através de cadastro ou convite. Como as comunidades torrents têm moderadores se você disponibilizar um conteúdo falso ou com vírus você será alertado ou até expulso da comunidade.

O problema com o torrent ocorre com sites torrents livres como: The Pirate Bay, Mininova entre outros.

Nem todo P2P é ruim, pois é mais fácil distribuir software grátis, clipes e outros arquivos através de P2P assim diminuindo o custo de aluguel de um servidor.

Mais uma vez vem a polêmica de proteção dos direitos autorais e leis que vão brotando por aqui e por ali que vão permitindo às grandes empresas de conteúdos "caçar" quase de forma animalesca qualquer um que se atravesse no caminho do P2P.

Numa análise pela Universidade Carlos III (Espanha), chegou-se à conclusão que de 55.000 torrents disponíveis no The Pirate Bay e no Mininova, são as próprias organizações antipirataria que fornecem conteúdo falso, alimentando a idéia de que as redes P2P são menos eficientes e atrativas. A tudo isto nós podemos somar os arquivos maliciosos que representam já 30% de todo o material disponível o que se traduz em 25% do total das descargas completas. O cerco aperta-se? Jogo sujo?

Os principais argumentos dos grupos antipirataria usam como argumentos os conteúdos falsos e vírus como meio para afastar os usuários mais sensatos, no entanto, mesmo existindo esses conteúdos o estudo espanhol concluiu que a grande maioria é distribuída entre os servidores utilizados por essas mesmas entidades.

Curioso é ainda o fato de que o estudo revela que os 100 uploaders mais famosos do The Pirate Bay, apenas metade o faz por altruísmo ficando os restantes 50% na mão de organizações de luta contra a pirataria convertidos em verdadeiros distribuidores de malware.

Fica a lição dada e aprendida, pois ainda temos muito para caminhar antes da queda final das redes P2P, no entanto, a luta continua, e o mais provável é que as editoras e produtoras de conteúdos virem a provar um pouco do seu próprio remédio, especialmente quando a comunidade se unir de verdade e lhes mostrar o quão forte é.

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